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Pode ter sido uma atividade simples como carregar sacolas de compras pesadas por alguns minutos, ou a prática de um exercício físico mais ousado: iniciar uma modalidade esportiva nova ou aumentar a carga dos treinos na academia. No dia seguinte, algo não te deixa esquecer que o esforço físico foi exagerado, ainda que minimamente: a dor muscular – ou, como é conhecida tecnicamente, mialgia.

É difícil encontrar quem não tenha passado por isso: experimentar dores musculares – e com frequência! – é cada vez mais comum. Uma pesquisa conduzida pelo IBOPE Conecta e representantes de um popular medicamento analgésico em 2017 revelou que a dor muscular é o terceiro tipo de dor mais frequente entre os brasileiros.

63% dos entrevistados relataram ter sentido dores musculares pelo menos uma vez durante os três meses que antecederam a pesquisa (sem incluir neste índice a famosa dor nas costas, sentida por 65% dos participantes na mesma frequência).

É fácil relacionar este tipo de dor ao acúmulo ou excesso de intensidade dos exercícios físicos – mas será que é este o único ou principal comportamento responsável pela sobrecarga muscular capaz de levar à dor?

Dados da mesma pesquisa mostram que os próprios integrantes do estudo apontam como a maior causa do problema a má postura (58%) – citando também as gripes e o excesso de trabalho e/ou estudo (48% e 42%, respectivamente), além do exercício descomedido. Ou seja, a mialgia está cada dia mais relacionada não só ao estresse físico, mas também emocional da vida cotidiana.

O fato é que, qualquer que seja o motivo ou frequência, a mialgia acomete a maioria de nós com velocidade e intensidade crescentes, e tem o potencial de prejudicar nossa qualidade de vida, desempenho esportivo e saúde geral em um nível muito maior do que imaginamos.

Por isso, continue a leitura e aprenda a identificar a origem da sua dor muscular, descobrindo as melhores maneiras de evitar e aliviar esse desconforto tão comum e seus possíveis efeitos. Confira!

Mialgia: o que é e como identificá-la

Mialgia é o termo médico usado para definir “dores musculares” genericamente. Como há tecidos musculares em quase todas as partes do corpo, as dores podem ser sentidas nas mais diversas regiões corporais. Até o músculo dos olhos, quando exerce esforço excessivo, pode provocar a evolução de mialgia na região.

Por isso, todo mundo já sentiu dor muscular pelo menos uma vez na vida – e todos os indivíduos estão constantemente suscetíveis a essa sensação: jovens e velhos, homens e mulheres. Já os locais mais comuns de desenvolvimento da mialgia costumam ser pescoço, ombros, costas, pernas e mãos, e ela se manifesta como pontada, queimação, sensação de peso ou ardência.

Quanto à intensidade e duração do desconforto, por sua vez, as dores musculares se classificam em agudas ou crônicas. A dor aguda está normalmente relacionada a um evento específico de trauma muscular e costuma atingir um músculo (ou grupo de músculos) em particular, causando desconforto leve a moderado, e tendente a persistir por pouco tempo.

Nestes casos, se a dor for leve e local, algumas estratégias simples e caseiras podem trazer bastante alivio.

Quando a dor muscular, no entanto, perdura (ou é recorrente) por pelo menos três meses, trata-se de mialgia do tipo crônica – cujo tratamento demanda ajuda profissional e atenção redobrada. As causas desse tipo de dor persistente podem estar ligadas a outras condições adversas de saúde e precisam ser cuidadosamente investigadas.

Além disso, nestas hipóteses, a sensação de incômodo físico tende a ser difusa – alcançando áreas musculares maiores e menos específicas do corpo, inclusive com potencial incapacitante.

O que pode ajudar?

Medidas simples para aliviar a mialgia

Se você já apresenta os sintomas de mialgia, especialmente a aguda – ou seja, dores musculares localizadas e de curta duração, normalmente relacionadas ao trauma muscular durante a atividade física, má postura ou tensão emocional – medidas simples e domiciliares podem ser utilizadas para trazer alívio eficaz ao problema.

Para tratar este tipo de dor, em primeiro lugar, adote as propostas básicas resumidas no método PRICE:

  • P (Protect = Proteger): proteja ou imobilize a área dolorida
  • R (Rest = Descansar): dê uma pausa de suas atividades
  • I (Ice = Gelo): aplique gelo sobre a área dolorida por 15 a 20 minutos, 3 vezes ao dia
  • C (Compression = Compressão): use uma bandagem para reduzir o inchaço
  • E (Elevate = Elevar): eleve o membro acima do nível do coração para reduzir o inchaço/edema

Além disso, busque formas de gerenciar o estresse dedicando-se a práticas relaxantes, como ioga, meditação e técnicas de mindufulness, priorizando seu bem-estar físico e psíquico. Mantenha o hábito dos alongamentos e invista em suplementações que contribuam para o aumento e proteção da resistência física.

Hoje o mercado oferece diversos suplementos com princípios ativos capazes de elevar a disposição para malhar, aumentar o vigor físico e acelerar a recuperação de lesões. É o caso do Tribulus terrestris, que além de fortalecer a musculatura e melhorar o condicionamento e desempenho esportivo, também possui propriedades anti-inflamatórias, com potencial anestésico e de otimização das respostas imunes.

Já se você apresenta sinais de mialgia do tipo crônica, procure por formulações enriquecidas com ativos anti-inflamatórios naturais como o enxofre orgânico (MSM). O MSM tem uma capacidade extraordinária de reduzir ou eliminar desconfortos musculares, regenerando cartilagens e tratando dores crônicas de diversos tipos (musculares, ósseas, articulares e dermatológicas).

Conforme descobrimos, mialgia crônica pode decorrer da evolução não tratada da mialgia aguda, ou estar relacionada a outras doenças e ao uso de determinados medicamentos – usualmente atingindo áreas maiores do corpo e por tempo prolongado. Nestes casos, investigue a possível causa da mialgia sistêmica e associe as medidas de prevenção das dores musculares com cuidados médicos individualizados.

Prevenindo a dor muscular

Pratique atividade física regularmente, mantendo uma rotina de exercícios adequados para o seu nível de condicionamento e respeitando os intervalos de repouso entre os treinos. O sedentarismo enfraquece toda a estrutura do corpo e o torna mais vulnerável a lesões e ao acometimento de doenças – abandone este hábito e ganhe mais qualidade e expectativa de vida.

Alongue-se com frequência separando um tempo para esticar todo o corpo. O alongamento aumenta o comprimento das fibras musculares e aperfeiçoa a flexibilidade. Lembre-se, contudo, de respeitar o limite de flexibilidade do seu corpo para não provocar o efeito inverso e sentir-se ainda mais dolorido.

Se você já é atleta ou pratica exercícios físicos com frequência, priorize ter o acompanhamento de um médico do esporte, profissional de educação física e/ou fisioterapeuta para conduzir todas as fases dos seus treinos – a orientação profissional previne a execução inadequada de movimentos e evita resultados inesperados como dores e lesões.

Para a postura, evite fazer atividades repetitivas ou permanecer muito tempo na mesma posição – movimente-se e alongue-se periodicamente, principalmente durante o trabalho. Utilizar móveis ergonômicos e calçados adequados protege, além dos músculos, a integridade e saúde das articulações e do sistema de respiração.

Para dormir, escolha um bom colchão (recomenda-se o semirrígido ou de espuma para distribuir bem o peso do corpo) e um bom travesseiro – além de evitar dormir de bruços (caso não consiga, inclua um travesseiro embaixo da barriga e da cabeça a fim de diminuir a curvatura lombar).

Além disso, evite ao máximo ter que abaixar a cabeça para ler ou usar o celular – a cabeça pesa em média 5 kg, e movimentos como este submetem a coluna a suportar até mais que o dobro desta medida.

Causas mais comuns

1. Trauma ou uso excessivo do músculo/grupo muscular durante a atividade física

Quando uma atividade física mais intensa é realizada, seja ela esportiva ou não, os músculos sofrem o que chamamos de “micro-traumas”: minúsculas lesões da estrutura muscular que ocorrem de forma alastrada nos grupos musculares mais solicitados naquele movimento.

A partir disso, a resposta dos músculos é reparar o dano sofrido, e é neste processo de regeneração que as fibras laceradas recebem mais nutrientes devido ao aumento do fluxo sanguíneo, crescendo de tamanho e fortalecendo o músculo trabalhado. Este é, inclusive, o mecanismo que explica a relação das práticas de musculação e a hipertrofia muscular, por exemplo – resultado tão desejado por atletas e praticantes desta modalidade.

Em outras palavras, o músculo sofre para se tornar mais forte, e a dor é consequência natural deste processo fisiológico.

Esta dor que sucede o treino esportivo – ou outra atividade cotidiana que exigiu operações mais intensas dos músculos – surge pouco tempo depois e costuma durar por até 72 horas. Ela pode tornar desconfortável a realização de alguns movimentos básicos do dia (como subir escadas, levantar os braços para lavar os cabelos ou simplesmente sentar e levantar da cadeira), mas nunca impossibilitá-los – caracterizando uma dor muscular tipicamente aguda.

2.  Postura corporal incorreta

O hábito de manter uma postura inadequada – seja durante o trabalho, ou ao realizar tarefas como dirigir ou dormir – parece ser a maior das causas para o surgimento das dores musculares.

A dor muscular que atinge as costas é a mais frequente entre os brasileiros e a maior causa de afastamento do trabalho – e sua incidência está diretamente ligada a uma postura inadequada.

3.  Estresse ou ansiedade mental

Muitas vezes é um fator emocional que desencadeia o quadro típico da mialgia – e a dor muscular pode se apresentar como um dos primeiros sinais físicos da depressão.

Além do bruxismo e de uma variedade de disfunções do trato digestivo, é muito comum que condições de ansiedade deem origem a tensões musculares como sintoma subjacente de desordens psicológicas. A tensão mental é facilmente transferida para o corpo como uma tensão muscular, especialmente na região cervical.

4.  Efeitos colaterais do uso de alguns medicamentos

A mialgia também pode ser um efeito colateral comum da administração de certos de medicamentos. Fique atento para observar se sua dor muscular não está associada ao uso destas drogas, que, dentre outras, são principalmente aquelas da classe das estatinas, relacionadas ao tratamento de redução de colesterol, alguns tipos de antibióticos e corticosteroides

5.  Outras condições médicas, processos inflamatórios ou infecções

Algumas condições clínicas estão essencialmente ligadas ao surgimento de dores musculares. A gripe, dengue,chikungunya, malária, algumas doenças autoimunes e reumatológicas, distúrbios da tireoide e do nervo ciático, entre outros, costumam ocasionar quadros leves à graves de mialgia.

Atenção! Quando você deve procurar ajuda médica imediatamente

Como vimos, grande parte das dores musculares são do tipo transitórias e podem ser prevenidas ou tratadas com mudança de hábitos e a adoção de providências relativamente simples, além da ajuda de suplementação. Contudo, além de indicar possível tipo crônico de mialgia, algumas dores musculares também podem representar, em si, o sintoma de um problema de saúde mais grave. Por isso, esteja atento e nunca negligencie qualquer sinal de anormalidade no funcionamento do seu corpo, especialmente o aparecimento de desconfortos. Saiba que você deve consultar imediatamente um médico quando:

– A dor é insistente e não desaparece após alguns dias do início dos cuidados em casa;

– A dor é severa e você não foi capaz de identificar sua causa;

– A dor vem acompanhada de sintomas como erupção cutânea, vermelhidão ou inchaço local;

– A dor vem acompanhada de qualquer outro sintoma clínico como febre, fraqueza ou impossibilidade de movimentar a área afetada;

– A dor ocorre após uma picada de inseto/animal peçonhento;– A dor ocorre logo após uma alteração no tipo ou dose dos medicamentos que você faz uso.


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