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Você sabia que o Diabetes atinge quase meio bilhão de adultos no mundo – e que no Brasil, o número de portadores dessa doença já passa de 16 milhões de pessoas –?

Segundo dados do Atlas do Diabetes mais recente, publicado pela IDF (International Diabetes Federation) no final de 2019, o Brasil ocupa o quinto lugar entre os países com maior incidência de diabéticos em todo o globo, e na América Latina, infelizmente, amarga a liderança de primeiro colocado.

Ainda de acordo com a pesquisa, a previsão é de que, em 25 anos, a quantidade de acometidos pela doença chegue a 700 milhões de adultos no mundo, representando mais de 10% de toda a população mundial.

Além dos números alarmantes trazidos pela pesquisa, a preocupação das autoridades médicas com o crescimento do diabetes ganhou ainda mais intensidade desde a descoberta de que pacientes diabéticos estão no grupo de risco para desenvolver as formas mais graves da COVID-19.

Por isso, mais do que nunca, é importante saber como prevenir a incidência da doença e também como controlar seus efeitos na saúde daqueles que já convivem com ela. Ficou interessado? Continue lendo e saiba mais!

Afinal, o que é Diabetes?

O Diabetes mellitus é classificado como uma doença crônica do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção da insulina.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, e sua função é transformar a glicose que obtemos por meio dos alimentos em fonte de energia para o corpo, controlando e equilibrando os níveis de açúcar circulantes no sangue.

Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, a utilização da glicose como energia para as células fica prejudicada, e o que ocorre é que ela se concentra na corrente sanguínea em níveis exacerbados, dando origem à famosa hiperglicemia.

Com o passar do tempo, o quadro de hiperglicemia pode levar ao surgimento de diversas outras complicações de saúde, atingindo órgãos como o coração, artérias, olhos, rins e nervos. Em casos mais graves, os efeitos do diabetes podem, inclusive, levar a consequências fatais.

Classificação do Diabetes

De modo simplificado, a depender da origem da falha na produção de insulina ou dos defeitos na sua ação, o diabetes pode ser dividido em dois tipos principais:

Diabetes Tipo 1: Essa forma de diabetes é causada porque o pâncreas do paciente produz pouca ou nenhuma insulina, e isso acontece como resultado de uma reação imunológica do próprio corpo do individuo.

Ou seja, o organismo produz anticorpos que agem contra as células beta pancreáticas – aquelas que produzem a insulina –, levando à quantidade insuficiente, ou mesmo nula, deste hormônio.

Nesses casos, o diagnóstico costuma acontecer ainda na infância ou adolescência, e ele é feito pela detecção da presença dos anticorpos por meio de exame sanguíneo.

Via de regra, o fator genético e a hereditariedade tem grande peso na manifestação do Diabetes Tipo 1, e esse tipo acomete entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.

Diabetes Tipo 2: Nessa forma de diabetes, o que ocorre no corpo não é a falta de produção da insulina, mas uma dificuldade no seu mecanismo de ação originada pelo fenômeno da resistência insulínica.

Em outras palavras, as células do organismo se tornam resistentes à ação da insulina e o resultado acaba sendo, também, o aumento desequilibrado de açúcar no sangue, dando origem ao diabetes.

Essa modalidade da doença é a que acomete a grande maioria dos pacientes (cerca de 90% dos casos), uma vez que ela não representa uma resposta autoimune do corpo, mas surge como resultado de hábitos de vida não saudáveis – que normalmente são somados a uma predisposição genética.

Ou seja, o sobrepeso, sedentarismo, colesterol desregulado, hipertensão, dieta inadequada e até estresse emocional são fatores que funcionam como gatilhos para disparar o processo da resistência insulínica e do diabetes – reforçados, ou não, por um histórico familiar de incidência da doença.

Dessa forma, em geral, a patologia acomete adultos com mais de 40 anos de idade – mas vem aparecendo cada vez mais cedo e em maior número de pessoas devido ao aumento do estilo de vida sedentário e pouco sadio em toda a população.

5 dicas para prevenir e controlar o diabetes

O diabetes não tem cura, mas, em contrapartida, a adoção de hábitos saudáveis é capaz de evitar a maior parte dos casos da doença – já que o Diabetes do Tipo 2 é o mais comum e crescente na população de todo o globo.

Além disso, controlar a intensidade da doença e a dependência de insulina também é possível através da adequação dos fatores ambientais do paciente, como suas rotinas de alimentação e atividade física, complementando a ação das medicações e tratamentos tradicionais.

Confira nossas dicas e descubra como prevenir e controlar o diabetes, evitando seus danos e adquirindo mais qualidade de vida e saúde:

1. Reduza o açúcar na alimentação

Alimentos ricos em açúcar, como chocolates, bolachas, balas, refrigerantes e doces em geral elevam a taxa de glicose no sangue e, por consequência, exigem do corpo maior produção de insulina.

Com isso, a ação do pâncreas é solicitada para dar conta de manter adequado o nível de glicose no sangue. No entanto, com a repetição exagerada desse mecanismo e a sobrecarga do órgão, abrem-se as portas para a resistência insulínica e o aparecimento do pré-diabetes.

O pré-diabetes se caracteriza por uma condição intermediária entre o estado saudável e diabético, representando um sinal de alerta do corpo de que o aparecimento da doença é iminente.

No pré-diabetes, os níveis de glicose já são altos e o paciente já experimenta episódios de resistência à insulina, e embora este ainda seja um quadro reversível, estima-se que 50% dos diagnósticos de pré-diabetes evoluem para a instalação da doença propriamente dita.

Por isso, é importante reservar os doces para ocasiões especiais e moderar seu consumo de carboidratos no dia-a-dia, dando preferência a alimentos naturais, cujos níveis de açúcar são próprios da composição natural do alimento.

Quando optar por consumir produtos industrializados, priorize aqueles com o menor grau de processamento possível, pois eles recebem menores doses de aditivos químicos, açúcares, adoçantes e outras substâncias similares que estimulam demasiadamente a ação da insulina. 

Tenha em mente que não é necessário que você se prive dos alimentos doces ou de que mais gosta durante toda a vida e de forma inflexível – o consumo não é proibitivo, mas deve ser feito com controle e consciência.

O mesmo mandamento serve para o caso de você já ser um paciente diabético – nessa hipótese, no entanto, esteja comprometido com a automonitorização da sua glicemia, bem como com as diretrizes especificas de seu médico. 

Também é interessante que você procure ajuda profissional para elaborar seu planejamento alimentar – e o mais importante: seja sempre sincero com seu médico ou nutricionista. Exponha seus verdadeiros hábitos, seus desejos e angústias alimentares, e a realidade da alimentação na sua casa e com sua família.

2. Prefira os alimentos integrais e ricos em fibras

Para substituir os alimentos ricos em açúcar e carboidratos simples – como arroz, macarrão e outros derivados da farinha branca – opte pelos grãos e cereais integrais.

Alimentos integrais são ricos em fibras – componentes não digeríveis da composição dos alimentos que são essenciais para o bom funcionamento do intestino, emagrecimento e prevenção do pré-diabetes e diabetes.

As fibras retardam a absorção da glicose proveniente da dieta, evitando que a glicemia atinja os perigosos picos glicêmicos. Sem esses picos, há prolongamento da saciedade e preservação da atividade normal do pâncreas – assim, sem ameaças de sobrecarga das células beta, afastam-se os riscos do estabelecimento da doença.

Se você já é um paciente diabético, especialmente de um tipo insulinodependente, o consumo de fibras e alimentos integrais também é um dos melhores hábitos para incorporar.

Evitando picos de glicemia, você evita também a necessidade de maiores ou mais frequentes dosagens de insulina, contribuindo com mais um passo para as chances de remissão da doença.  

Dessa forma, invista na ingestão de leguminosas como o feijão e a ervilha; sementes de chia; aveia e vegetais folhosos. Quanto às frutas, não tenha medo – elas são fundamentais para qualquer dieta, inclusive para a prevenção e controle do diabetes.

Por isso, consuma frutas regularmente e de tipos variados, mas priorize aquelas que têm bagaço e não exagere na quantidade das mais calóricas. Do mesmo modo, evite consumi-las em forma de suco, pois essa preparação demanda maior quantidade de alimento e elimina boa parte das fibras.

A banana também é permitida na dieta, mas siga a orientação do seu nutricionista para adequar porções e periodicidade!

3. Pratique exercícios físicos regularmente

Praticar atividade física é uma iniciativa mais do que essencial no controle e prevenção do diabetes.

Estima-se que praticantes de exercício físico têm até 58% menos chance de contrair a doença, e para quem já é portador do diabetes, segundo João Salles, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, “o exercício é tão obrigatório quanto tomar remédio”.

A explicação é simples: quando nos mexemos, nossas células e músculos demandam energia do corpo e captam a glicose do sangue com muito mais velocidade. Desse modo, o açúcar, em vez de permanecer na circulação, é gasto durante o exercício físico e por até 12 horas depois do treino.

Além disso, treinar também diminui o tecido gorduroso periférico, que favorece a resistência à insulina e aumenta os riscos do pré-diabetes e diabetes em si. O sobrepeso e a obesidade, aliás, são os principais fatores de risco não genéticos para desenvolver o tipo 2 da doença.

Para quem já possui o diagnóstico, além do efeito de “insulina natural” e melhor controle da glicemia, o exercício atua tanto como prevenção das complicações decorrentes do diabetes como enquanto tratamento dessas comorbidades – especialmente das cardiovasculares.

Conforme recomendação da American Diabetes Association (ADA), pacientes diabéticos devem realizar ao menos 150 minutos de exercício aeróbico de intensidade moderada por semana. Portanto, se esse é o seu caso, esportes como natação e corrida são excelentes pedidas.

No entanto, não deixe a musculação de lado: enquanto o exercício aeróbico facilita a queima do açúcar de modo mais imediato, o treinamento resistido contribui para o aumento de massa muscular – o que facilita a ação da insulina e a captação da glicose em longo prazo.

Acima de tudo, o importante é instituir uma rotina de atividade física e executá-la com regularidade, consistência e prazer. Apenas lembre-se de que, se você já for diabético, é imprescindível passar por uma avaliação médica antes de começar a treinar.

Sobretudo se você for um paciente com complicações associadas, a prescrição do programa de exercícios deve ser sempre individualizada e levar em conta sua condição clinica e metabólica. Apenas um profissional capacitado pode medir os riscos e benefícios de uma atividade física e indicar com segurança qual é a mais apropriada pra você.

4. Consuma Cactinea diariamente

A Cactinea é um composto obtido a partir do fruto do cacto Opuntia fícus-indica, também conhecido como “figo da índia”, e é muito conhecida por seu efeito emagrecedor e diurético.

Muito além de apenas diminuir medidas, no entanto, este ativo tem demonstrado importantes resultados também como tratamento complementar de doenças cardíacas, aumento da pressão arterial, colesterol e disfunções do metabolismo, como o diabetes.

Cactinea  age diretamente no sistema linfático impedindo a retenção de líquidos nas áreas do corpo mais propensas ao acúmulo de gordura – com isso, dentre outras coisas, impacta na diminuição do inchaço, peso corporal e, consequentemente, controle da glicemia e atividades metabólicas.

Logo, quando associado à atividade física e boa alimentação, este é o medicamento ideal para prevenção e tratamento do diabetes, já que, além de agir sobre os fatores que levam à hiperglicemia, estimula e protege a circulação, um dos principais sistemas afetados pela doença.

Dentre outros benefícios, a Cactinea:

• Previne diabetes e outras doenças cardíacas;

• Facilita a perda de gordura;

• Auxilia no controle do apetite;

• Possui efeito diurético;

• Ajuda a afinar a silhueta;

• Mantém a pressão arterial saudável;

• Acelera o metabolismo; 

• Auxilia no controle do colesterol e triglicérides;

• Tem ação antioxidante;

• É rica em vitaminas, minerais, lipídeos e aminoácidos.

5. Evite o abuso de álcool e abandone o cigarro

Que o tabagismo e o excesso de álcool representam um problema de saúde pública, você já sabe. Câncer pulmonar, infarto, cirrose e hepatite, por exemplo, são doenças que costumam ser facilmente associadas ao uso excessivo de cigarro e bebida alcoólica.

Mas você sabia que esses vícios também estão no topo da lista dos fatores que mais concorrem para o surgimento e agravamento do diabetes?

Um estudo realizado com 3,9 milhões de indivíduos mostrou que fumantes ativos têm um risco de 30% a 40% maior para desenvolver diabetes tipo 2 em comparação com os não fumantes. E não é só.

O cigarro, em especial, representa um perigo duplicado em relação à doença: além de deixar o corpo em condições mais propensas para que ela apareça, fumar também aumenta o risco de eclodirem complicações no organismo de diabéticos fumantes.

Naturalmente, o hábito de fumar provoca o estreitamento das veias e artérias. Como o diabetes compromete a circulação nos pequenos e grandes vasos sanguíneos, o tabagismo potencializa as chances do diabético em sofrer, entre outras coisas, infartos, AVCs, problemas na circulação periférica e retinopatia.

Além disso, a nicotina interfere na ação da insulina e favorece a elevação da glicose.

Já as bebidas alcoólicas, além de representarem um aporte de calorias vazias para a dieta, implicando risco de sobrepeso, também tornam o paciente com diabetes mais vulnerável a episódios de hiper e hipoglicemia, dificultando o controle da doença.

Definitivamente, evitar o consumo descomedido de álcool e abandonar a dependência do cigarro só beneficiam a saúde – e mais ainda se você é, ou tem tendências a se tornar, um paciente portador de diabetes.

Prevenir essa patologia ou saber controlá-la pode exigir de você algumas mudanças de hábitos, mas todas elas, além de eficazes para essas finalidades, certamente irão te ajudar na construção de uma saúde melhor em todos os aspectos. Experimente cuidar melhor de você hoje e desfrutar de um futuro mais leve, longevo e com muito mais saúde!

Categorias: Saúde

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